Release

Se fôssemos entrevistar pessoas pelos quatro cantos do planeta, das mais variadas idades, de países e idiomas distintos, de diversas cores e credos religiosos, com diferentes profissões, e se lhes fizéssemos a seguinte pergunta: O que o mundo de hoje precisa? Todas teriam uma só resposta: O mundo de hoje precisa de paz e entendimento. Nós acreditamos que paz, respeito e humanidade são palavras ligadas por fios tênues, mas absolutamente indissolúveis. E resolvemos fazer a nossa parte. Queremos que nossa contribuição não esteja apenas no ato de contar a história de um menino que nasceu azul e busca seu lugar num mundo branco, mas no significado de cada sentimento que o acompanha nesta jornada em busca de seu lugar no mundo.
Este menino existe. E esta perto de nos! “A História do Príncipe que Nasceu Azul” é um musical infantil que trata da importância de se respeitar as diferenças, apontando a intolerância como um dos grandes fatores de violência. O espetáculo surgiu da necessidade de se construir uma obra que estivesse conectada com questões da atualidade, que cumprisse a essencial função de resgatar valores, não subestimasse a capacidade de compreensão das crianças e que, sobretudo, fosse um instrumento de apoio para discussões acerca da violência e da intolerância em todas as suas manifestações. Nos dias que correm, com as diferenças sendo tratadas como defeitos a serem corrigidos, urge buscar aqueles valores esquecidos, como a amizade, o respeito, afeto, empatia e humanida. O espetáculo utiliza a linguagem do metateatro, ou do ‘teatro-dentro-doteatro’, segundo a velha e infalível fórmula dos contadores e cantadores de histórias, tão conhecida no teatro popular. Esta tendência apareceu primeiro na música de Otávio santos, que acabou sendo determinante para a construção da linguagem estética do espetáculo e se estendeu para a cenografi a e pelos fi gurinos de Wanderley Gomes que expressam tão bem toda a diversidade e pluralidade de pensamentos. As cores são o signo forte dentro desta proposta, onde o branco não é apenas uma cor, mas uma forte simbologia.

Ficha Técnica

Texto e direção Marcelo Aquino
Co-Direção Anthero Montenegro
Trilha sonora Otávio Santos
Elenco Vitor Louzada, Bárbara Montes Claros, Talita Feuser, Fred Steffen, Caio Lisboa
Programação Visual Alexandre Muner
Figurinos e adereços e visagismo Wanderley Gomes
Cenário Marcelo Aquino
Cenotecnico Humberto Junior
Supervisão musical Claudia Castelo Branco
Supervisão coreográfica Renata Costa
Pesquisa de efeitos e edições Fred Steffen
Som Diogo Perdigão
Iluminação Anderson Peixoto
Produção executiva Bárbara Montes Claros
Produção Antero Montenegro e Marcelo Aquino